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9.5.04
São muitos os que começam a se interessar pelo Buddhismo a partir de livros e revistas. Começam então a se questionar como buscar mais informações, mas logo se deparam com um fato estarrecedor: pensavam que o Buddhismo era um só, mas logo percebem que ele está dividido em muitas escolas, tradições, subdivisões, a se perder de vista. Qual escola procurar, qual seguir, por onde começar? Espero que este meu mais novo artigo possa ajudar um pouco nesse sentido. Comentários, críticas e sugestões são bem-vindos. Essa é a primeira versão que se encontra no site do Nalanda, na seção de textos. O link direto é: A que escola pertenço? - Ricardo Sasaki
Posted at 04:48 pm by nalanda
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Dois novos textos no Acesso ao Insight:
" O Método Básico de Meditação, uma palestra de Ajaan Brahmavamso. Meditação é o processo para lograr o desapego. Na meditação renunciamos ao complexo mundo exterior para atingir o sereno mundo interior. Nesta palaestra Ajaan Brahm dá instruções para desenvolver através da meditação com a respiração a tranquilidade e a clareza mental. Gulissani Sutta (MN 69) – Gulissani. O Venerável Sariputta explica o treinamento apropriado para um bhikkhu que vive na floresta".
Posted at 11:57 am by nalanda
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Informo, com pesar, que Phillip Kapleau Roshi, o renomado autor de "Os Três Pilares do Zen" morreu na última sexta-feira. Autor de vários livros sobre o Buddhismo Zen, Kapleau Roshi foi um dos pioneiros em trazer o Zen para o Ocidente. Nunca tive o prazer de me encontrar com ele, mas visitei seu Centro em Chicago. "Os Três Pilares do Zen" foi um livro fundamental para muitos ocidentais conhecerem o Zen de uma forma vívida. Além de conter textos do Zen japonês e um relato de sua própria trajetória de homem de negócios a mestre Zen, Kapleau inseriu também entrevistas de seu mestre com vários discípulos ocidentais. Kapleau morreu na varanda de seu Centro, cercado de amigos e parentes, na idade de 91 anos. Mais informações em:
http://www.democratandchronicle.com/news/0507LQ45VBK_news.shtml
Dhanapala
Posted at 08:58 am by nalanda
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7.5.04
Como, com o bastão, o vaqueiro
Conduz o gado para o pasto,
Assim, o envelhecimento e a morte
Conduzem os seres vivos
Dhammapada
Posted at 06:07 pm by nalanda
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4.5.04
O apego à beleza corporal é um dos mais fortes grilhões. Há uma história interessante dos tempos do Buddha sobre isso. Conta-se que a filha de Gotami, madrasta do Buddha, era uma princesa muito bela. Ela havia se casado com o príncipe Nanda. Acontece que tanto o Buddha, o filho do Buddha, Rahula, sua mãe e o próprio Nanda todos eles haviam tomado a vida monástica. Vendo que estava sozinha resolveu se tornar uma monja. Mas mesmo depois de monja, Rupananda temia se encontrar com o Buddha, pois certamente, ela achava, ele falaria alguma coisa sobre a impermanência e a decadência, após ver o quão bela ela era. Finalmente, convencida pelas amigas, ela vai até o Buddha, mas este, percebendo o quanto ela era apegada à própria beleza, resolve utilizar-se de um artifício. Ele cria uma imagem de uma jovem belíssima sentada a seu lado, somente vista por Rupananda . A imagem vai entretanto gradualmente envelhecendo. Durante o processo Rupananda vai perdendo o apego a seu corpo, e quando a jovem figura se torna apenas um corpo putrefato cheio de vermes, Rupananda compreende por completo os agregados, escuta um ensinamento do Buddha sobre as três características da existência e atinge o estado de sotapanna. O Buddha então termina com este verso do Dhammapada, após o qual ela se torna um arahant.
De ossos a cidade é feita,
Com reboco de carne e sangue.
Aqui, o envelhecimento e a morte,
O orgulho e a depreciação dos outros são guardados.
Dhanapala
Posted at 10:50 pm by nalanda
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3.5.04
retiro em Itabira e novo txt em SP
Nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2004 em Itabira haverá um retiro de "Introdução à Meditação Samatha-Vipassana". Essa meditação é originária do Buddhismo Theravada, a mais antiga ordem buddhista no mundo, aquela presente no Sri Lanka, Thailândia e Birmânia. Estaremos nestes três dias buscando compreender a essência da meditação buddhista tal como exposta pelo Buddha. O workshop será dirigido por Ricardo Sasaki, fundador do Centro Buddhista Nalanda, autor e tradutor de vários livros sobre Buddhismo e professor autorizado na Tradição Theravada.
E no Nalanda São Paulo, um novo texto começando nesta quarta-feira: "A Prática Contínua".
Contato: Juliana Costa
Posted at 09:43 pm by nalanda
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30.4.04
Conforme foi informado previamente na lista Zen, tenho o prazer de informá-los que o livro de Tanatologia (estudos sobre a morte e o morrer) que contém uma palestra minha sobre a morte no Buddhismo, além de um número de outras colaborações de outros psicólogos, médicos, religiosos e profissionais da saúde está sendo lançado em tiragem de apenas 500 exemplares. Ele será vendido a 25,00; terá 252 páginas; e dizem que a capa está muito bonita. Sairá com o título de ANAIS DO I CONGRESSO BRASILEIRO DE TANATOLOGIA E BIOÉTICA e publicado pelo Departamento de Tanatologia da Associação Médica de Minas Gerais. Interessados podem entrar em contato comigo. Esta será a única edição destes anais e não estará em livrarias.
Ricardo
Posted at 05:48 pm by nalanda
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29.4.04
"Imediatamente quando começamos a falar sobre morte em nossa cultura, o asunto estimula todo tipo de images de algo mórbido, depressivo, trágico ou doloroso. Nossa cultura ocidental é particularmente boa em esconder a morte e torná-la estrangeira. Cobrimos imediatamente o defunto e o fechamos atrás de portas cerradas, cobrimo-lo com um lençol estéril, de certo modo negando a relevância da morte em nossas vidas. Há tamanho medo da extinção que tratamos a morte como um tabu. Vivemos com essa ansiedade quanto à morte, como se ela fosse uma negação de nossos direitos de autodeterminação continua e perpétua".
Barzaghi Sensei
Posted at 11:03 pm by nalanda
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28.4.04
"Enquanto monge, encontrei mortes, dessa vez com mais sentimento e compaixão. Quando visitei um doente, podia sentir simpatia por ele. Fazia o meu melhor consolá-lo. Para os buddhistas, eu recitava suttas, as escrituras buddhistas. Dizia a eles o que o Buddha disse: ‘O corpo pode ficar doente, mas não deixe que a mente fique doente’. Podemos não ser capazes de fazer muito pelo corpo, mas podemos fazer alguma coisa pela mente. Podemos nos manter estáveis, mesmo quando estamos doentes. Podemos ser vigilantes. Podemos ver o surgir e o desaparecer da dor, como ela vem e vai, em ondas. Podemos entender a impureza do sofrimento. Podemos encontrá-lo e aprender com ele. Ele está lá, como um teste - de quão bem você entendeu a natureza da vida, quão bem entendeu que não há um eu permanente aqui, mas somente a mudança constante, o surgir e o desaparecer, como o fluxo incessante de um rio; de quão bem você entendeu que essa é nossa ignorância, apego, avidez, raiva, medo, etc., que são as causas de nossos sofrimento".
Visu
Posted at 11:53 pm by nalanda
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27.4.04
o começo da consciência religiosa
"Podemos considerar e compreender em geral que um fenômeno tal como a morte é impossível ou mesmo inevitável,
mas podemos aceitá-la de bom grado quando confrontados com nossa própria morte ou com a morte de alguém que
amamos? Podemos entender a morte em geral porque este entendimento é baseado em nossa razão, mas a morte de
uma pessoa querida é difícil de ser aceita devido ao fato de nossas emoções estarem envolvidas.
Este é o começo da consciência religiosa. Os grandes líderes religiosos tais como Shinran, Hônen, Dôgen e Nichiren
possuem uma mente movida por algo fundamentalmente diferente daquilo que surge principalmente movido por um
estudo da filosofia. Esta diferença é a consciência de que existir como um ser humano é difícil e é a causa de toda
nossa agonia; e que esta agonia não pode ser aliviada pelos nossos próprios esforços. O sofrimento do homem é o
mesmo, seja em nossa época democrática ou durante o período feudal quando Shinran despertou para esta
consciência".
N. Kikumura.
Posted at 11:43 pm by nalanda
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