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30.4.04
livro sobre morte

Conforme foi informado previamente na lista Zen, tenho o prazer de informá-los que o livro de Tanatologia (estudos sobre a morte e o morrer) que contém uma palestra minha sobre a morte no Buddhismo, além de um número de outras colaborações de outros psicólogos, médicos, religiosos e profissionais da saúde está sendo lançado em tiragem de apenas 500 exemplares. Ele será vendido a 25,00; terá 252 páginas; e dizem que a capa está muito bonita. Sairá com o título de ANAIS DO I CONGRESSO BRASILEIRO DE TANATOLOGIA E BIOÉTICA e publicado pelo Departamento de Tanatologia da Associação Médica de Minas Gerais. Interessados podem entrar em contato comigo. Esta será a única edição destes anais e não estará em livrarias.

Ricardo


Posted at 05:48 pm by nalanda
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29.4.04
negando a morte

"Imediatamente quando começamos a falar sobre morte em nossa cultura, o asunto estimula todo tipo de images de algo mórbido, depressivo, trágico ou doloroso. Nossa cultura ocidental é particularmente boa em esconder a morte e torná-la estrangeira. Cobrimos imediatamente o defunto e o fechamos atrás de portas cerradas, cobrimo-lo com um lençol estéril, de certo modo negando a relevância da morte em nossas vidas. Há tamanho medo da extinção que tratamos a morte como um tabu. Vivemos com essa ansiedade quanto à morte, como se ela fosse uma negação de nossos direitos de autodeterminação continua e perpétua".

Barzaghi Sensei


Posted at 11:03 pm by nalanda
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28.4.04
Encontrando a Morte

"Enquanto monge, encontrei mortes, dessa vez com mais sentimento e compaixão. Quando visitei um doente, podia sentir simpatia por ele. Fazia o meu melhor consolá-lo. Para os buddhistas, eu recitava suttas, as escrituras buddhistas. Dizia a eles o que o Buddha disse: ‘O corpo pode ficar doente, mas não deixe que a mente fique doente’. Podemos não ser capazes de fazer muito pelo corpo, mas podemos fazer alguma coisa pela mente. Podemos nos manter estáveis, mesmo quando estamos doentes. Podemos ser vigilantes. Podemos ver o surgir e o desaparecer da dor, como ela vem e vai, em ondas. Podemos entender a impureza do sofrimento. Podemos encontrá-lo e aprender com ele. Ele está lá, como um teste - de quão bem você entendeu a natureza da vida, quão bem entendeu que não há um eu permanente aqui, mas somente a mudança constante, o surgir e o desaparecer, como o fluxo incessante de um rio; de quão bem você entendeu que essa é nossa ignorância, apego, avidez, raiva, medo, etc., que são as causas de nossos sofrimento".

Visu


Posted at 11:53 pm by nalanda
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27.4.04
o começo da consciência religiosa

"Podemos considerar e compreender em geral que um fenômeno tal como a morte é impossível ou mesmo inevitável, mas podemos aceitá-la de bom grado quando confrontados com nossa própria morte ou com a morte de alguém que amamos? Podemos entender a morte em geral porque este entendimento é baseado em nossa razão, mas a morte de uma pessoa querida é difícil de ser aceita devido ao fato de nossas emoções estarem envolvidas.

Este é o começo da consciência religiosa. Os grandes líderes religiosos tais como Shinran, Hônen, Dôgen e  Nichiren possuem uma mente movida por algo fundamentalmente diferente daquilo que surge principalmente movido por um estudo da filosofia. Esta diferença é a consciência de que existir como um ser humano é difícil e é a causa de  toda nossa agonia; e que esta agonia não pode ser aliviada pelos nossos próprios esforços. O sofrimento do homem é  o mesmo, seja em nossa época democrática ou durante o período feudal quando Shinran despertou para esta consciência".

N. Kikumura.


Posted at 11:43 pm by nalanda
Leia as opiniões (3)  

26.4.04
Alô Morte. Adeus Vida

Em homenagem a um grande, querido e velho amigo que morreu ontem, colocarei durante esta semana, passagens sobre a morte e o morrer. Repentina é a morte e tão próxima!

Ricardo

Alô Morte. Adeus Vida

"Um dia quando eu morrer, como deve acontecer, gostaria de morrer com um sorriso em meus lábios. Gostaria de partir pacificamente, cumprimentar a morte como um amigo e ser capaz de dizer muito alegremente: ‘Alô Morte, Adeus Vida’.

Posso me imaginar tendo uma conversa com a morte. Talvez ela possa se dar dessa forma: ‘Alô Morte! Como vai você? Tenho esperado por você um longo tempo. Toda a minha vida tenho esperado por você. Finalmente você está vindo a mim? Já é hora de eu partir?

‘Sim, sim, Morte, eu estou indo. Seja paciente. Estou pronto. Você não pode ver que eu estou sorrindo? Já há longo tempo que tenho planejado cumprimentá-la com um sorriso. Sim, Morte, eu compreendo. Você não precisa se desculpar. Sei que você tem um trabalho para fazer. Não tenho nada contra você. Sem maus sentimentos. Nada pessoal, eu entendo".

Visu


Posted at 11:47 pm by nalanda
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23.4.04
Maratajjaniya Sutta & Los Deberes del Gobierno

Maratajjaniya Sutta (MN 50) - A Repreensão a Mara. Mara tenta atormentar o Ven. Maha Moggallana, mas Moggallana conta para Mara a história de quando ele foi um Mara e o adverte dos perigos ao atormentar um discípulo do Buda. É o novo sutta no Acesso ao Insight.

E Los Deberes del Gobierno por el Ven. Walpola Rahula

É o novo artigo em Appamadanet.

El Buddha era equitativo y claro sobre política, la guerra y la paz. Es un hecho harto sabido, para repetirlo aquí, que el Buddhismo defiende y predica la no violencia y la paz como su mensaje universal, y que no aprueba ninguna clase de violencia o destrucción de vidas. Según el Buddhismo, ninguna guerra puede ser llamada "justa", porque este es sólo un término falso que ha sido acuñado y puesto en circulación para justificar y excusar el odio, la crueldad, la violencia y las matanzas. ¿Quién decide qué es lo justo o lo injusto? Los poderosos y victoriosos son "justos"; los débiles y vencidos son "injustos". Nuestra guerra siempre es "justa", pero la guerra de los otros es siempre "injusta". El Buddhismo no acepta esta actitud.


Posted at 05:41 pm by nalanda
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22.4.04
falando de renascimento

"Renascimento, ou a falta dele, depende de suas causas e fatores contribuintes. Assim, não declare qualquer ponto de vista rígido (não o expresse sem tato). Fazer isso é incorreto com relação à Lei da Condicionalidade no Buddhismo, que declara que de fato ninguém nasce ou não nasce; há apenas um fluxo de causas e efeitos que são tomadas tão seriamente como sendo o próprio eu e as próprias ações que se tornam objetos de apego e brigas".

Achaan Buddhadasa


Posted at 12:40 pm by nalanda
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19.4.04
dois novos suttas no Acesso

Cula-Assapura Sutta (MN 40) - O Discurso Curto em Assapura. Dando seguimento ao sutta anterior o Buda explica que aquilo que faz de alguém um contemplativo não é a mera prática externa de austeridades mas a purificação interior das contaminações. Brahmanimantanika Sutta (MN 49) - O Convite de um Brahma. Um dramático diálogo entre o Buda e o deus Brahma que acreditava ser eterno o paraíso sobre o qual ele presidia e que não havia nenhum estado superior mais além. O Buda tenta dissuadi-lo desse entendimento incorreto.

Posted at 12:01 pm by nalanda
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18.4.04
Dhammapada 25

Utthanen’appamadena sannamena damena ca dipam kayiratha medhavi yam ogho nabhikirati.

Pelo entusiasmo, diligência, Inteligência e treino, O sábio faz de si uma ilha Que a enchente não destrói.

O Buddha : Dhammapada 25.


Posted at 02:17 pm by nalanda
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15.4.04
Zen vietnamita no Rio

Tam Hao Vam está retomando as práticas meditativas e estudos buddhistas do Grupo de Estudos Buddhistas ChungTao nesta Quinta-Feira às 18:30h. Este é o convite para participar do grupo Zen: A aula será introdutória e explicativa, visando reapresentar aos interessados a filosofia de prática e reflexão buddhista, segundo a tradição Lam-Te (Zen Vietnamita), liderada pelo Professor de Dharma Thich Nhat Hanh (Thay). Após alguns meses sem local, pretendemos retomar as reuniões na Casa do Despertar, situada na Rua Sorocaba, 747/201, Botafogo, RJ (Telefone de informações: 2539- 5768). As práticas serão sempre às Quintas, a partir das 18:30h, e a contribuição mensal é de R$ 70,00 (participantes ocasionais com frequencia de 1 ou 2 vezes ao mês contribuem com R$ 35,00). Todos os que desejarem participar serão muito bem-vindos. Obs.: O grupo ChungTao é uma organização leiga e informal, criada com o conhecimento e apoio do Templo Plum Village (sede da Comunidade Lam-Te na França), mas não pretende representar oficialmente a Escola Interbeing de Thich Nhat Hanh no Brasil. Seu objetivo é difundir os ensinamentos de Buddha de forma consciente e ampla, sob a ótica leiga praticante. O seu coordenador, Claudio Miklos (nome de Dharma Tam Hao Van), é praticante zen buddhista há 25 anos, e está ligado a sangha de Thay há 6 anos.

Posted at 10:33 pm by nalanda
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